Vacinas

Fake news: a importância do engajamento médico no combate às notícias falsas

Você sabia que existe um grupo do Whatsapp criado pelo Ministério da Saúde para combater as fake news sobre saúde? Participe do grupo e veja dados sobre a confiança do público na opinião do médico quando o assunto é vacina.

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SAÚDE SEM FAKE NEWS!

Participe e compartilhe o grupo oficial de Whatsapp do Ministério da Saúde
que checa a veracidade de informações médicas.

(61) 99289-4640

Muito embora as vacinas sejam comprovadamente uma das maiores conquistas da humanidade, estamos diante de um cenário preocupante em que os movimentos antivacinas crescem, sempre alicerçados em notícias falsas e sem embasamento científico, comprometendo a adesão aos programas de imunização.

A recente iniciativa do Ministério da Saúde de criação de um canal para denúncias e análise de fake news demonstra quão sério pode ser o impacto da propagação das notícias falsas. De fato, notícias falsas se espalham rapidamente pela internet, promovendo a desconfiança e a incredulidade em relação à eficácia e segurança das vacinas. O número de Whatsapp (61) 99289-4640 é um canal exclusivo para analisar e apurar as notícias relacionadas à Saúde e confirmar se são verdadeiras ou falsas 1: Este número pode e deve ser divulgado entre toda a comunidade médica, que tem, mais do que nunca, um importante papel na desmistificação de fake news relacionadas à área da Saúde e no combate ao movimento antivacinista.

É preciso também que os médicos divulguem entre seus pacientes informações sobre onde e como buscar fontes confiáveis de informação, tais como:

 

UMA AMEAÇA À SAÚDE PÚBLICA

Sabemos que a resistência/hesitação à imunização é atualmente considerada uma das dez mais graves ameaças à Saúde Pública. Diante disso, o engajamento do médico, orientando de forma correta o paciente sobre a importância da vacinação, torna-se imprescindível. Neste sentido, o médico, justamente por sua credibilidade, tem um papel influenciador extremamente importante.

Um relevante estudo 3 , cujos dados principais resumimos abaixo, aponta que quando há predisposição e segurança do paciente em relação às vacinas e há também a recomendação do médico, o índice de efetivação da vacinação chega a 90%. Já quando não há segurança do paciente, mas há recomendação médica, este índice é de 70%. Por outro lado, quando o paciente está seguro quanto à imunização, mas o médico não a recomenda, o índice de efetivação cai drasticamente, para meros 8%, demonstrando o grande papel de influência do médico na tomada de decisão do paciente em relação às vacinas.

Nós, médicos, não podemos fechar os olhos diante do antivacinismo.

Quando se trata de saúde, notícias falsas são um catalisador para o retrocesso dos índices de proteção da população contra doenças – muitas delas, muito graves.

Notícias falsas podem ceifar vidas.

 

 

REFERÊNCIAS CIENTÍFICAS

  1. Site www.saude.gov.br
  2. Revista Imunizações /edição 12 /agosto 2019
  3. Centers for Disease Control and Prevention (CDC). MMWR Morb Mortal Whly Rep. 1988;37:657-661. [acesso em 18 jul 2019]. Disponível em: https://www.cdc.gov/ mmwr/preview/mmwrhtml/00021583.htm
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Dr. Luis Alberto Verri

Dr. Luis Alberto Verri (CRM 51162) é médico pediatra, formado pela UNICAMP (onde realizou a residência em pediatria), especialista pela SBP e atua no Hospital Vera Cruz desde 1985 e com vacinas desde 1996.

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