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Síndrome da Pele Escaldada

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A Síndrome da pele escalda é uma reação cutânea a toxinas do Staphylococcus aureus onde ocorre hiperemia, bolhas e descamação, semelhante a uma queimadura. Essa doença acomete principalmente lactentes e crianças jovens e a apresentação clínica pode variar de quadro leve a evolução grave com sepse. Continue lendo nossa revisão sobre o tema.

Sinonímia

Síndrome da pele escaldada, doença de Ritter e necrólise epidérmica estaficocócica [1,2,3,4]   

Introdução

A síndrome da pele escaldada (SPE) abrange um espectro de doenças cutâneas com formação de bolhas superficiais causadas pelas toxinas esfoliativas de algumas cepas de Staphylococcus aureus. Os achados clínicos característicos incluem dor difusa na pele e eritema, bem como bolhas superficiais e descamação, geralmente associados a febre, irritabilidade e ingestão oral insuficiente [2]. A gravidade da síndrome da pele escaldada estafilocócica varia de algumas bolhas localizadas no local da infecção a uma esfoliação severa que afeta quase todo o corpo [1]. Foi descrita uma forma leve da doença envolvendo descamação apenas das dobras cutâneas após o impetigo [1]. Pode ocorrer já 48h após o nascimento, sendo raro em crianças com mais de seis anos [3]. A doença pode ocorrer em crianças mais velhas e adolescentes imunocomprometidos ou com doença renal crônica grave [3]. A gravidade pode variar de algumas bolhas a esfoliação de toda a pele, levando a hipotermia acentuada e instabilidade hemodinâmica.

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Dr. Breno Nery

Médico pediatra especializado em medicina intensiva pediátrica, com graduação pela Universidade Federal de Pernambuco e especialização pela Unicamp.
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